
Dois mexicanos baseados em Dublin, Irlanda, fazem da guitarra acústica arte e vida.
Rodrigo Sanchez, Gabriela Quintera e os seus rápidos dedos criam sons únicos a partir das suas guitarras acústicas.
Nascidos no México, Rodrigo e Gabriela conheceram-se na “Casa de Cultura” na Cidade do México onde Rodrigo tocava bateria com a sua banda Castlow. O grupo mudou de nome para Tierra Acida com a entrada da guitarra de Gabriela. Mais tarde decidiram seguir carreira a sós viajando para a Europa, sendo Dublin a sua primeira paragem.
A sua música é um bocado difícil de descrever, um misto de música do mundo com rock, sem nunca esquecer as influências da música hispânica.
Rodrigo é um hábil tocador de cordas e pode ir de uma grande velocidade a um sensual movimento num estalar de dedos, enquanto Gabriela aplica técnicas rítmicas. Impressionante é o seu trabalho de percussão tanto com as cordas, como do corpo da guitarra, levando-nos imediatamente a uma comparação com o flamengo.
O seu primeiro álbum, homónimo, é composto de nove músicas impressionantes, das quais tenho a destacar Orion, a qual se só se tem o total impacto ao vivo, ou em vídeo, e uma cover de Stairway to Heaven de Led Zeppelin.
É um grupo que recomendo vivamente aqueles que tocam guitarra, vêm o nível que podem atingir, ou então para quem gosta do som único de uma guitarra.
Os Radiohead podem muito bem ter começado um movimento que vai mudar a industria musical. Com as empresas discográficas a arranjarem cada vez mais desculpas para as baixas nas vendas apesar de a percentagem de vendas ainda se muito elevada, os artistas voltam-se cada vez mais para a alternativa sem custos acrescidos - a Internet. No último dia 12 de Outubro o álbum In Rainbows dos Radiohead foi lançado exclusivamente na página oficial da banda e foi dado aos internautas a opção de escolher quanto queriam pagar pelo álbum, sendo não pagar nada também uma opção. O que poderia parecer um jogo arriscado sabe-se agora ser um sucesso, estima-se que os Radiohead fizeram entre 6 e 10 milhões de dólares só no primeiro dia. O contra-ataque da empresa discográfica, uma caixa especial com todos os álbuns da banda a preço de saldo - pelos vistos as vendas não estão assim tão más que já se dê álbuns ao preço da chuva.
Mas não fica por aqui, já circulam rumores de mais artistas a aderir a este movimento, Oasis e Jamiroquai podem muito bem ser os próximos na lista. Os Oasis já anunciaram que o nome single Lord Don’t Slow Me Down estará disponível apenas para donwload por cerca de €1.38.
Também Moby aderiu, mas de uma forma diferente em mobygratis.com o artista disponibiliza música sua, muita dela não editada para realizadores independentes, estudantes de cinema ou qualquer outra pessoa que precise de música para um projecto independente e acima de tudo não lucrativo.
No Reino Unido os retalhistas (proprietários de lojas que vendem CD e DVD), exigem o fim do DRM (Digital Rights Management). Em entrevista ao Financial Times o representante Kim Bailey da ERA (Entertainment Retailers Association) diz que as medidas anti-pirataria prejudicam as vendas e só nos últimos quatro meses, os comerciantes tiveram uma quebra de 40% no lucro devido ao uso de vários sistemas DRM.
A Internet já parece preparar-se para este novo mundo e sites como o rcrdlbl.com são pioneiros. Mantendo acordos com diversas editoras, artistas desconhecidos e até alguns conceituados como Bloc Party fornece música livre para download.
Resta esperar para ver onde isto nos vai levar…
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Posted on 23 de Novembro de 2007 by Luis in Música |
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