Posts Tagged “Cinema”
Confesso que nunca tinha ouvido falar na Premiere até descobrir que tinha sido cancelada. Foi num dia que me apercebi que não conhecia revistas de cinema portuguesas e resolvi ir à procura. Faz-me uma certa confusão como é que há tanta revista masculina em Portugal, e quanto a artes, temos uma ou duas por cada, se tanto.
Agora que a Premiere voltou resolvi comprar a primeira edição para ver como era. Embora tenha acesso a muitas notícias e criticas sobre cinema na internet, tenho um certo prazer em folhear uma revista. E embora ainda não tenha lido a fundo toda a revista, dei um olhar por cima, e há coisas que gostei e outras que gostei menos.
Começando pela capa. Embora o Brad dos Pitos Brad Pitt seja um bom actor, a sua cara estatelada na capa, não é algo que me faça comprar a revista. E depois o artigo no interior não é assim tão grande que o justifique. Preferia muito mais o destaque a um filme, ou algo diferente nesta que é um Número 01.
Publicidade. Eu sei que é preciso ganhar dinheiro para pagar os custos da revista, e pagar aos escritores e tal. Mas quando das primeiras dez páginas, sete são publicidade, fico um bocado desiludido. Mas são coisas que se percebem. E já fiquei mais contente por ver que o a publicidade no resto da revista está bem doseada.
A revista, embora pareça pequena, as suas 100 páginas levam o seu tempo a ler com dedicação. Se o inicio é um bocado lento e monótono, quando avança para os artigos especiais, fica muito boa. Gostei especialmente da secção “Os dias de Criswell”, talvez por estar habituado a ler blogs, bem como do “Consultório”. Não percebi a secção “Jogos e Tecnologia”. Bem, tecnologia, ainda vá lá que vai, projectores, televisões. Mas os jogos, a não ser que sejam relacionados com cinema, não fazem muito sentido.
No final fiquei muito satisfeito, é bom ver que ainda se escreve bem em Portugal. À parte de Marias e TV Guias e afins. E sem dúvida que irei comprar o próximo número. Ah, e já agora alguém me explica o que é o “&DVD” no titulo?

Se o primeiro filme pecava pela sua fraca história, este Incrível Hulk redime todos os pecados e grita um sonante Aleluia ao mundo do cinema, ou será um Hulk esmaga?
Esqueçam o outro filme, esqueçam a banda desenhada, o Incrível Hulk sustenta-se a si próprio. Os minutos iniciais do filme, em jeito de flashs mostram-nos a origem do Hulk, numa sequência de imagens cheia de referências à banda desenhada, equipamento da Stark Industries, documentos assinados por Nick Fury. É o Universo Marvel em acção.
Louis Leterrier, o realizador, e a equipa de argumentistas, optam por esquecer completamente o primeiro filme e refazer a história mais coerente e fiel à imagem do Hulk, o resultado é incrível e bate completamente as expectativas que se tinham gerado para este filme.
A história começa no Brasil, onde Bruce Banner está escondido enquanto tenta encontrar uma cura para o seu problema. Entretanto trabalha numa fábrica de engarrafamento de Guaraná, ao lado da bela Débora Nascimento, enquanto se corresponde com um misterioso Mr. Blue, que grande parte do filme eu achava ser o Capitão América (um gajo pode sonhar). Um acidente na fábrica faz com que o General Ross o encontre e envie uma equipa para a sua captura. Segue-se uma perseguição pelas ruas da favela que leva ao aparecimento do Hulk. Gostei de como não quiseram mostrar logo a imagem do Hulk, mantendo-o nas sombras, podendo o espectador ver apenas uma enorme sombra a deslocar-se e coisas e homens a voar (it’s flying men, aleluia…). No fim desta sequência o Hulk sai das sombras pra nos deixar ver a nós e ao seu perseguidor, Emil Blonski, a sua verdadeira e assustadora aparência.
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Ir ao cinema é daqueles passatempos que praticamente toda a gente gosta, as salas de cinemas são luxuosas e confortáveis, têm comida e bebida mesmo à saída porta, que mais poderíamos pedir?!
Apesar disto há sempre aqueles dias em que não apetece sair de casa para ver um filme, ou porque está frio, porque estamos mais moles, ou mesmo porque não apetece. Nestes dias não há nada como uma boa sessão de cinema em casa, com umas boas pipocas caseiras e uma mantinha para aquecer os pés.
Já é habitual as pessoas criarem um espaço em casa onde podem desfrutar do cinema, a sua própria sala de cinema em casa. Arranjam um leitor de DVD, uma televisão com um ecrã bem grande, um sistema de som surround, um sofá grande e confortável, afinal um filme é uma coisa grande e convém estar bem acomodado, põe as suas colecções de DVD’s em exposição, dedicam-lhe uma prateleira inteira, às vezes um armário inteiro, penduram cartazes dos seus filmes favoritos. Basicamente criam os seus santuários privados à 7ª arte, o cinema.
Na minha sala tenho a televisão, o leitor de DVD e o sistema de som surround, por acaso até tive sorte, quando decidimos trocar de TV encontramos uma promoção com a TV + leitor de DVD + Sistema de som, a minha coleção de DVD’s está metida lá num cantinho de uma prateleira e infelizmente não tenho posters nenhuns. Talvez um dia quando tiver casa própria consiga criar assim uma sala.
Mas há sempre aqueles que levam este processo criativo ao extremo, se é para criar um santuário, ao menos que seja em grande. E criam incríveis salas de cinema em casa.
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No domingo à noite fui ver 10,000 AC. A ideia original era ir ver PS I Love You, mas por alguma razão o filme já não estava em exibição. Então a decisão foi ver 10,000 AC, já cá tinha falado neste filme, a história e o trailer interessaram-me e estava algo ansioso e curioso por ver filme. Chegado ao fim do filme a experiência deixou algo a desejar.
Para começar, a ideia de pedir lugares “o mais atrás possível” não é muito boa, principalmente quando a sala é enorme e se é míope de um olho. Dei por mim na última fila, quase por baixo da cabine de projecção e de uma das colunas.
Uma história comum:
A fórmula do filme é bastante simples e conhecida. Numa aldeia remota vive um povo que subsiste à base da caça do Manak (mamute). Eis que surge uma jovem rapariga e com ela a profecia do fim do mundo como o conhecem e da ascensão de um herói que liderará o seu povo à vitoria. Uma manhã, depois de uma tempestade de neve surge um grupo desconhecido, “demónios de quatro patas”, que ataca a aldeia e rapta alguns dos habitantes e com eles Evolet, a jovem rapariga, agora já crescida. D’Leh, o herói do filme, algo inseguro de si mesmo, parte no resgate dos seus companheiros e da amada Evolet. Com ele vão também o grande caçador, e mentor do herói, a jovem promessa da aldeia e o também habitual elemento engraçado e inexperiente do grupo, que idolatra o herói e aspira a ser como ele. Coisas habituais de filmes habituais.
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Então na passada quinta-feira, dia 14, depois de um óptimo jantar a dois com uma óptima companhia, resolvemos dar uma passadinha pelo cinema, ver as vistas, a julgar-mos nós que estaria lotado porque tudo o que era casal se ia lembrar do mesmo. Qual não é a nossa surpresa quando vemos que não está praticamente ninguém na bilheteira. Depois de analisar os filmes em exibição e constatar que Call Girl ainda está nos cinemas (ainda tenho de ver este filme), resolvemos ir ver Nome de Código: Cloverfield (só Cloverfield para os amigos), já eu a ter uma ideia de como era o filme e ela nada.
Apesar de já ter lido algumas coisas sobre o filme nada me podia preparar para o que estava para ver. Já sabia que o filme era numa perspectiva de primeira pessoa, alguém com uma câmara de filmar na mão, mas nunca imaginei que não existisse mais nenhuma perspectiva durante todo o filme.
Os primeiros 15 minutos do filme são um bocado entediantes, uma festa mais que normal, e confesso que todo aquele balançar de câmara já me começava a deixar tonto. Eis que se sente o primeiro tremer de terra e a verdadeira acção do filme começa. É a partir daqui que a ideia da perspectiva da primeira pessoa se revela brilhante, o espectador quase que entra naquele misto de pânico e confusão, naquele ritmo frenético em que tanto se vê a acção, pessoas a correr, explosões, como o chão ou os prédios, ou então outra vezes mesmo nada.
O filme é brilhante, e revela bem a mestria de J.J. Abrams (criador de Lost e ALIAS). Um monstro ataca a cidade de Nova Iorque e um grupo de amigos corre no meio daquela confusão para resgatar uma outra amiga. O monstro em si não é muito importante, importante sim é o caos gerado por ele. Aliás, chegamos ao fim do filme sem perceber o que é aquele monstro e porque raio resolveu atacar a cidade, e sinceramente não importa, fez o seu papel.
A história de amor que o filme tenta passar acaba por ser secundária, acho que se o protagonista quisesse voltar atrás, entrando naquela confusão para ir buscar um par de cuecas lavadas o efeito era o mesmo, porque o importante é tudo o que eles passam até chegar lá.
Cheguei ao fim do filme com sérias dúvidas sobre quem é o verdadeiro protagonista/herói, se o que decide voltar atrás para salvar a amada se o que durante todo aquele tempo segura a câmara de filmar e filma toda a acção por mais assustado que estivesse.
Nome de Código: Cloverfield é um filme que decididamente recomendo que vejam, principalmente se estiverem acompanhados, tem uns bons sustos que sempre servem para o vosso par segurar a vossa mão.
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Uma última coisinha rápida. Finalmente fiz uma página Sobre/About, se quiserem ver dêem lá um saltinho.
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Posted on 18 de Fevereiro de 2008 by Luis in Cinema |
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