
Se o primeiro filme pecava pela sua fraca história, este Incrível Hulk redime todos os pecados e grita um sonante Aleluia ao mundo do cinema, ou será um Hulk esmaga?
Esqueçam o outro filme, esqueçam a banda desenhada, o Incrível Hulk sustenta-se a si próprio. Os minutos iniciais do filme, em jeito de flashs mostram-nos a origem do Hulk, numa sequência de imagens cheia de referências à banda desenhada, equipamento da Stark Industries, documentos assinados por Nick Fury. É o Universo Marvel em acção.
Louis Leterrier, o realizador, e a equipa de argumentistas, optam por esquecer completamente o primeiro filme e refazer a história mais coerente e fiel à imagem do Hulk, o resultado é incrível e bate completamente as expectativas que se tinham gerado para este filme.
A história começa no Brasil, onde Bruce Banner está escondido enquanto tenta encontrar uma cura para o seu problema. Entretanto trabalha numa fábrica de engarrafamento de Guaraná, ao lado da bela Débora Nascimento, enquanto se corresponde com um misterioso Mr. Blue, que grande parte do filme eu achava ser o Capitão América (um gajo pode sonhar). Um acidente na fábrica faz com que o General Ross o encontre e envie uma equipa para a sua captura. Segue-se uma perseguição pelas ruas da favela que leva ao aparecimento do Hulk. Gostei de como não quiseram mostrar logo a imagem do Hulk, mantendo-o nas sombras, podendo o espectador ver apenas uma enorme sombra a deslocar-se e coisas e homens a voar (it’s flying men, aleluia…). No fim desta sequência o Hulk sai das sombras pra nos deixar ver a nós e ao seu perseguidor, Emil Blonski, a sua verdadeira e assustadora aparência.
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É este Emil Blonski, que na personificação da sede de poder, aceita sujeitar-se a uma dose do mesmo soro que transformou Banner em Hulk para poder captura-lo. A pequena dose apesar de lhe dar os poderes pretendidos não lhe foi suficiente, e quando descobre que Samuel Sterns (o Mr. Blue) descobriu uma forma de replicar os efeitos no Hulk, obriga-o a transformá-lo na Abominação. O que não sabe é que esta transformação também o desprove da racionalidade e este parte para uma destruição desenfreada. E só há uma pessoa que o pode parar, alguém como ele, o Hulk.
O Hulk distribui porrada como ninguém, as sequências de acção são verdadeiramente incríveis, e nota-se um certo estilo e inteligência no Hulk. O uso de metal como laminas ou de metades de carros como luvas de boxe dá um toque impressionante. Também foi bom ver o Hulk quase a ser dominado pela Abominação e a levar porrada como ninguém. Na banda desenhada há aquela imagem de que é impossível bater o Hulk, é bom poder ver que não é sempre assim.
Edward Norton, quer também teve uma mãozinha no argumento, acaba por fazer jus ao papel de Bruce Banner. A principio estava um bocado céptico, porque A personagem de Banner exige alguém com aspecto mais intelectual e não atlético, mas acabei por gostar da prestação. De Liv Tyler já não gostei tanto, a Betty Ross é absolutamente essencial na história do Hulk, mas provavelmente haveria outra actriz para o papel.
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Chegado o fim do filme fiquei com a impressão de que faltava ali algo, talvez por saber que existem 70 minutos extra de imagens que não foram para a versão final, ou por estar à espera de um cameo do Capitão América (mais uma vez um gajo pode sonhar). Achei que pelo desenrolar da acção havia espaço para mais uma meia hora de filme.
Por fim, mais uma vez a preparação por parte da recente criada Marvel Studios, do grande filme que irá ser Avengers, a fórmula do Super Soldado, um cameo de Tony Stark no final do filme a falar ao General Ross da “equipa”.
O Incrível Hulk acaba por ser um grande filme, que peca um pouco por não transmitir a dualidade Banner/Hulk e por um desempenho um tanto estranho de Liv Tyler, mas que bate todas as expectativas que se tinha, principalmente depois daquele primeiro filme.
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O Capitão América percebe pouco de ciência não podia ser ele . Eu pensei que era o Tony Stark se bem que fazia mais sentido ser o Hank Pym mas o actor ainda não está escolhido, por isso…
Em relação ao Hulk de Ang Lee discordo contigo acho até que tem mais história do que este novo Hulk. O que o Incrível Hulk tem mais que o de Ang Lee é acção, trazendo consigo o Hulk Esmaga dos comics, que também é preciso.
Abraço
Gostei do filme, mas não foi brilhante. Penso que faltaou ali qualquer coisa para aprimorar a generalidade da fita.
Principalmente ao nível dos diálogos e história, penso que este Hulk2 está fraquinho.
Em termos gráficos, parece-me bastante melhor que o antecessor e muito menos exagerado nas proporções.
Abraço.