Ontem decidi assistir aos concertos do Rock in Rio através dos canais da SIC (vantagens de ter TVCabo), até porque isto de descer o país para ir ver concertos não é para qualquer bolso, muito menos para o meu.
Depois de um Paulo Gonzo que até soou muito bem temos uma Ivete Sangalo que como sempre consegue animar qualquer público, pondo 80 mil espectadores aos saltos no parque da Bela Vista. Eis que chegam as 10 horas e a altura de um dos concertos muito aguardados neste Rock in Rio, a estreia de Amy Winehouse em Portugal.
Como é sabido Amy Winehouse tem um historial muito sério grave de dependência de álcool e estupefacientes. Aliás uma das suas exigências para este Rock in Rio era ter o camarim recheado de bons vinhos. Acho que muito já se podia adivinhar com esta exigência.
Aliás, não percebo como um festival cheio de bons valores como o Rock in Rio, de relações interculturais, de luta contra o racismo, de solidariedade, se consegue associar a uma artista como Winehouse. Por muito boa artista que seja a bagagem que trás consigo não compensa, pelos menos a meu ver.
Durante o concerto podemos assistir a todo um espectáculo tão triste como cómico, cheio de episódios dignos de uma sitcom, mas daquelas muito rascas.
- Amy e o atraso:
Agendado para as 10 horas da noite, Amy teve um atraso de mais de meia hora, cheio de entradas e saídas do camarim, e quando finalmente chega vem com um copo numa mão e um cigarro na outra. Há que louvar o gigantesco trabalho do painel da Sic Radical, a apresentadora (que agora não me lembro o nome) que esteve literalmente a engonhar, bem como Nuno Calado, Zé Pedro dos Xutos e Pontapés e mais tarde NBC.
- Amy e o microfone:
Durante a hora do concerto Amy teve uma luta incessante com o microfone, ora porque estava alto, ora porque estava baixo, ou porque o fio estava no caminho, ou porque sim.
Amy e a guitarra:
A menina, e sim menina porque só tem 24 anos (embora não pareça), teimou porque teimou que queria tocar guitarra e foram várias vezes em que tentou pegar nela. Quando finalmente pegou na guitarra não fez nada com ela, servindo apenas de cabide.
- Amy e o vestido:
Começo a pensar que a moça não gosta muito de andar vestida. Foram várias as vezes que parecia nitidamente que Amy queria tirar aquele vestido fora, estando constantemente a levantar a saia.
- Amy e o tombo:
Eh pah, até ficava chateado que no meio de tanta palhaçada ela não caísse pelo menos uma vez.
- Amy e o alinhamento:
Era nítido que Amy não sabia o alinhamento das músicas e dá até a impressão que o alterou uma ou outra vez outra durante o concerto. Ao menos sabia as músicas que já não é muito mau.
- Amy e a sensualidade:
Oh Amy. Porque mais que te mexas e abanes, ou até que levantes a saia, com esse corpinho (e aqui é mesmo corpinho porque a moça qualquer dia desaparece), não há ponta por onde se pegue.
No fim de tudo faltou voz, faltou presença em palco, aliás se Amy for um animal de palco é uma galinha. Tenho pena dos espectadores que foram de propósito por este concerto. Salvou-se a banda e principalmente um dos backup singers, que no falhanço constante de Amy, souberam dar de si o máximo para animar este concerto que pretendia ser.
| Partilhar: Fixolas | del.icio.us |






Vi partes do concerto e fiquei chocado. Pior que o nosso Jorge Palma
Mas ouvi dizer que ela vai levar uns patins…
Já ouvi dizer que o publico ficou bastante descontente com a prestação dela ao que parece esperavam muito mais dela, em compensação o Lenny Kravits arrasou…
Bom fim de semana