My name is McShade, Peter McShade.
Quando o António me mostrou o trailer deste novo filme português não fiquei muito convencido, tirando uma ou outra, as imagens não me cativaram muito. Depois de pesquisar um bocado, ler alguns artigos e ver fotos da produção e das filmagens lá fiquei mais convencido e interessado.
Baseado no romance Requiem para um Dom Quixote de Dennis McShade, pseudónimo do jornalista Dinis Machado, Contrato é o primeiro filme realizado por Nicolau Breyner, e promete um enredo pouco visto no cinema português e um suporte técnico profissional de nível internacional.
Pedro Lima é Peter McShade, um assassino a soldo a quem é encomendado o assassínio de um homem em Marrocos. As coisas correm mal e Peter acaba por matar o sobrinho de um chefe da máfia Nova Iorquina.
Entretanto algum tempo depois em Portugal McShade encontra-se já com outro contrato, o assassínio de Georgios Thanatos (Nicolau Breyner), um chefe da máfia que controla a Península Ibérica, mas este trabalho revela-se mais difícil do que pensava. McShade é agredido por três homens e acaba no hospital. É lá que conhece Júlia (Cláudia Vieira), uma bela enfermeira que o ajuda a curar as maleitas do corpo e da alma. McShade apaixona-se por Júlia, mas ela não é quem aparenta.
A sinopse que encontrei era muito mais detalhada que esta, que para bom entendedor dá a revelar o filme inteiro e até o final. Por isso optei por esta versão muito mais reduzida e que dá o toque de mistério que é exigido a uma boa sinopse de um filme. Aconselho cautela quando pesquisarem alguma coisa sobre o filme, isto se não quiserem ter a surpresa estragada.
Contrato, um filme com a produção de Hora Mágica e apoio da TVI, vai estrelar dois nomes em ascensão no panorama audiovisual português, Pedro Lima e Cláudia Vieira, muito fruto das apostas da TVI nas novelas (para alguma coisa servem). E outros nomes também já conceituados e com alguma experiência no cinema em Portugal, Nicolau Breyner, Vítor Norte, Sofia Aparício, José Wallenstein ou José Raposo.
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Considerado por muitos como o maior actor português, Nicolau Breyner estreou-se nos palcos em 1962. Com uma enorme carreira no teatro, televisão e cinema estreia-se na realização no grande ecrã aos 67 anos de idade. Nicolau confessa ser um sonho desde que saiu do Conservatório, mas que nunca se tinha proporcionado. Confessa também ter mais dois projectos em mente para o grande ecrã, mas prefere não revelar ainda.
«Já podia ter sido há mais tempo, não era preciso ter sido tão tarde. Estava suficientemente maduro para isso e o normal até é começar muito mais cedo. Mas devido a várias circunstâncias surgiu mais tarde. E este era o projecto, para o momento, que eu poderia fazer», esclarece Nicolau Breyner, satisfeito com o decorrer das filmagens. «Está a correr muito bem. Estamos a cumprir os planos mas sem descurar a qualidade que julgo que este filme deve ter e o que necessita para ser um filme.»
Jornal “Sexta”, 18 Janeiro
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Como grande produção que aspira ser, Contrato não descuida nada. Com a ajuda da Stunts & Co, uma companhia de duplos, os actores Pedro Lima, Cláudia Vieira e Sofia Aparício tiveram treino intensivo em artes marciais e manuseamento de armas. Vídeo dos treinos »
Claudia Vieira teve até instruções de uma verdadeira enfermeira para dar maior credibilidade ao seu desempenho.
E falando em Cláudia Vieira, a moranguita será a próxima actriz portuguesa a mostrar o corpo num filme português. Neste que parece já um clichet demasiado habitual no cinema português.
«Quando li o argumento, fiquei um bocadinho assustada porque tinha muitas cenas de corpo. Tive receio de que fosse só aquilo. Representar com o corpo semi despido ainda me incomoda. Não há nenhuma cena de nudez completa, mas várias semi despida, e sou contra a nudez gratuita e crua. Neste momento tenho de começar a estar preparada, não quer dizer que já o esteja, para me despir ou engordar dez quilos se uma personagem assim o exigir. Acho que é isso mesmo que é ser actor. Mas estou tranquila porque o Nicolau disse-me que ele próprio também não gosta do nu e não o iria fazer»
Lux, 21 Janeiro 2008
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Contrato está neste momento em pós produção, estando nas mãos de João Braz, um experiente profissional na montagem, tendo no seu currículo filmes como “Corrupção” e “O Crime do Padre Amaro”. Ainda não há data para a estreia nas salas de cinema.
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