Arquivo para Fevereiro 2008

cloverfield Cloverfield em dia de S. ValentimEntão na passada quinta-feira, dia 14, depois de um óptimo jantar a dois com uma óptima companhia, resolvemos dar uma passadinha pelo cinema, ver as vistas, a julgar-mos nós que estaria lotado porque tudo o que era casal se ia lembrar do mesmo. Qual não é a nossa surpresa quando vemos que não está praticamente ninguém na bilheteira. Depois de analisar os filmes em exibição e constatar que Call Girl ainda está nos cinemas (ainda tenho de ver este filme), resolvemos ir ver Nome de Código: Cloverfield (só Cloverfield para os amigos), já eu a ter uma ideia de como era o filme e ela nada.

Apesar de já ter lido algumas coisas sobre o filme nada me podia preparar para o que estava para ver. Já sabia que o filme era numa perspectiva de primeira pessoa, alguém com uma câmara de filmar na mão, mas nunca imaginei que não existisse mais nenhuma perspectiva durante todo o filme.

Os primeiros 15 minutos do filme são um bocado entediantes, uma festa mais que normal, e confesso que todo aquele balançar de câmara já me começava a deixar tonto. Eis que se sente o primeiro tremer de terra e a verdadeira acção do filme começa. É a partir daqui que a ideia da perspectiva da primeira pessoa se revela brilhante, o espectador quase que entra naquele misto de pânico e confusão, naquele ritmo frenético em que tanto se vê a acção, pessoas a correr, explosões, como o chão ou os prédios, ou então outra vezes mesmo nada.

O filme é brilhante, e revela bem a mestria de J.J. Abrams (criador de Lost e ALIAS). Um monstro ataca a cidade de Nova Iorque e um grupo de amigos corre no meio daquela confusão para resgatar uma outra amiga. O monstro em si não é muito importante, importante sim é o caos gerado por ele. Aliás, chegamos ao fim do filme sem perceber o que é aquele monstro e porque raio resolveu atacar a cidade, e sinceramente não importa, fez o seu papel.

A história de amor que o filme tenta passar acaba por ser secundária, acho que se o protagonista quisesse voltar atrás, entrando naquela confusão para ir buscar um par de cuecas lavadas o efeito era o mesmo, porque o importante é tudo o que eles passam até chegar lá.

Cheguei ao fim do filme com sérias dúvidas sobre quem é o verdadeiro protagonista/herói, se o que decide voltar atrás para salvar a amada se o que durante todo aquele tempo segura a câmara de filmar e filma toda a acção por mais assustado que estivesse.

Nome de Código: Cloverfield é um filme que decididamente recomendo que vejam, principalmente se estiverem acompanhados, tem uns bons sustos que sempre servem para o vosso par segurar a vossa mão.

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Uma última coisinha rápida. Finalmente fiz uma página Sobre/About, se quiserem ver dêem lá um saltinho.

Posted on 18 de Fevereiro de 2008 by Luis in Cinema

lista Coisas que tenho mesmo que ter

Consciente ou inconscientemente todas as pessoas fazem uma lista, mental ou mesmo por escrito, de coisas que gostavam ou têm mesmo de ter. Objectos, livros, CD, aquele carro ou aquela casa com piscina. Quando somos crianças fazemos muito isso, eu sei que fazia. Via algo que gostava muito e dizia para mim mesmo que queria aquilo, e esta ideia, este querer ainda durava algum tempo, mas como muitos sonhos de criança não perdurava.Quando se cresce, se vai amadurecendo, os gostos refinam-se e esta lista vai compondo-se e chega-se à conclusão que apesar de aparentemente insignificantes esses pequenos pertences realmente vão fazer a nossa vida melhor só por os termos, são significativos, são importantes, e muitas vezes não importa o preço nem o tempo que levamos para as conseguir.

A minha lista não é nada de especial, é minha e as coisas têm significado para mim. Não aspiro a nada muito importante, um quadro de um pintor famoso, uma escultura ou um carro, são pequenas coisas que sei que gostaria de ter e que farei questão de ir adquirindo no decorrer da minha vida. A lista a seguir »

Posted on 13 de Fevereiro de 2008 by Luis in Diário

pilobolus A magia das formasSão dançarinos, acrobatas, equilibristas, contorcionistas, são homens e mulheres, trabalham tanto à frente como atrás do pano.

Têm um nome peculiar, Pilobolus, nome de um fungo que cresce em ambientes rurais, e fazem desta incrível arte a sua profissão desde 1971. Qual fungo, germinaram no fértil solo do colégio de Dartmouth e pela sua genialidade e originalidade foram rapidamente aceites pelo grande público e tornaram-se uma organização auto-suficiente. Os seus membros coreografam, dançam, gerem e publicitam os próprios espectáculos. Dão espectáculos por todo o mundo, já coreografaram e dançaram num vídeo musical com Marilyn Manson e são hoje reconhecidos como uma das maiores companhias de dança americanas.

Após 36 anos de carreira o seu momento de maior glória chegou no ano passado. Depois de um anúncio publicitário originalíssimo para a Hyundai, são convidados a fazer uma participação na 79ª cerimónia anual dos Óscares, e o resultado é simplesmente incrível. Para milhões de espectadores o grupo Pilobolus recria algumas das cenas de filmes nomeados, como Happy Feet e Serpentes a Bordo são alguns exemplos. Vejam o vídeo e depois digam de vossa justiça.

Mais sobre Pilobolus em www.pilobolus.com

Posted on 9 de Fevereiro de 2008 by Luis in Arte, Mundo

take Take, a alternativa onlineSe há coisa que não falta neste pedacinho de terra à beira mar plantado são revistas e jornais. Toda a gente gosta de falar, de dar opinião, aliás, os portugueses levam a liberdade de expressão ao extremo. Pena é que no meio de toda esta “imprensa escrita” pouco seja o que se aproveita. Dá-se demasiada importância a certos temas, descartando-se por completo outros. Se há coisa que temos em demasia é imprensa desportiva, e quando falo em desporto quero dizer futebol, e imprensa cor-de-rosa, incrível o quanto as pessoas gostam de saber da vida dos “famosos”. Mas quando se trata de artes, cinema, televisão, música, a oferta é pouca, nenhuma ou então mal direccionada.

Take é a alternativa online às revistas de cinema que não existem no mercado português (pelo menos eu não conheço, alguém me corrija se me engano).

Com a sua edição 0 (zero), uma espécie de piloto, a sair este mês, Take é uma revista para os amantes de cinema, para curiosos ou até para aqueles casais que querem saber qual o melhor filme para verem na sua saída de sábado à noite. Criticas, estreias, artigos de opinião são algumas das coisas que podem ser encontradas nesta revista, na primeira semana de cada mês.

Desta revista 0 tenho a destacar a entrevista com André Nunes, estrela do filme português dot.com e o artigo «Começar com o pé direito», um artigo sobre o primeiro filme de vários realizadores conceituados. E mais não conto, querem ver mais, dêem um saltinho a take.com.pt e vejam a versão online, ou façam download da versão em PDF.

Posted on 8 de Fevereiro de 2008 by Luis in Cinema