Então na passada quinta-feira, dia 14, depois de um óptimo jantar a dois com uma óptima companhia, resolvemos dar uma passadinha pelo cinema, ver as vistas, a julgar-mos nós que estaria lotado porque tudo o que era casal se ia lembrar do mesmo. Qual não é a nossa surpresa quando vemos que não está praticamente ninguém na bilheteira. Depois de analisar os filmes em exibição e constatar que Call Girl ainda está nos cinemas (ainda tenho de ver este filme), resolvemos ir ver Nome de Código: Cloverfield (só Cloverfield para os amigos), já eu a ter uma ideia de como era o filme e ela nada.
Apesar de já ter lido algumas coisas sobre o filme nada me podia preparar para o que estava para ver. Já sabia que o filme era numa perspectiva de primeira pessoa, alguém com uma câmara de filmar na mão, mas nunca imaginei que não existisse mais nenhuma perspectiva durante todo o filme.
Os primeiros 15 minutos do filme são um bocado entediantes, uma festa mais que normal, e confesso que todo aquele balançar de câmara já me começava a deixar tonto. Eis que se sente o primeiro tremer de terra e a verdadeira acção do filme começa. É a partir daqui que a ideia da perspectiva da primeira pessoa se revela brilhante, o espectador quase que entra naquele misto de pânico e confusão, naquele ritmo frenético em que tanto se vê a acção, pessoas a correr, explosões, como o chão ou os prédios, ou então outra vezes mesmo nada.
O filme é brilhante, e revela bem a mestria de J.J. Abrams (criador de Lost e ALIAS). Um monstro ataca a cidade de Nova Iorque e um grupo de amigos corre no meio daquela confusão para resgatar uma outra amiga. O monstro em si não é muito importante, importante sim é o caos gerado por ele. Aliás, chegamos ao fim do filme sem perceber o que é aquele monstro e porque raio resolveu atacar a cidade, e sinceramente não importa, fez o seu papel.
A história de amor que o filme tenta passar acaba por ser secundária, acho que se o protagonista quisesse voltar atrás, entrando naquela confusão para ir buscar um par de cuecas lavadas o efeito era o mesmo, porque o importante é tudo o que eles passam até chegar lá.
Cheguei ao fim do filme com sérias dúvidas sobre quem é o verdadeiro protagonista/herói, se o que decide voltar atrás para salvar a amada se o que durante todo aquele tempo segura a câmara de filmar e filma toda a acção por mais assustado que estivesse.
Nome de Código: Cloverfield é um filme que decididamente recomendo que vejam, principalmente se estiverem acompanhados, tem uns bons sustos que sempre servem para o vosso par segurar a vossa mão.
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Uma última coisinha rápida. Finalmente fiz uma página Sobre/About, se quiserem ver dêem lá um saltinho.




São dançarinos, acrobatas, equilibristas, contorcionistas, são homens e mulheres, trabalham tanto à frente como atrás do pano.
Se há coisa que não falta neste pedacinho de terra à beira mar plantado são revistas e jornais. Toda a gente gosta de falar, de dar opinião, aliás, os portugueses levam a liberdade de expressão ao extremo. Pena é que no meio de toda esta “imprensa escrita” pouco seja o que se aproveita. Dá-se demasiada importância a certos temas, descartando-se por completo outros. Se há coisa que temos em demasia é imprensa desportiva, e quando falo em desporto quero dizer futebol, e imprensa cor-de-rosa, incrível o quanto as pessoas gostam de saber da vida dos “famosos”. Mas quando se trata de artes, cinema, televisão, música, a oferta é pouca, nenhuma ou então mal direccionada.

